#147 – Veredas do Tietê
jul 7, 2022

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Veredas do Tietê foi o nome escolhido por Maíra Torres, Fernanda Pardini e Alexandre Hilsdorf, para esse podcast que compõe a série Cidades, que está sendo produzida pelos estudantes do curso de Especialização em Jornalismo Científico do Labjor. Com a ajuda do professor Janes Jorge, do departamento de história da Universidade Federal de São Paulo, o grupo conta histórias e curiosidades do Tietê, esse importante rio que corta praticamente todo o estado de São Paulo e que tem uma presença marcante na capital paulista. Um rio que já serviu para nado, competições de remo, pesca, navegação, extração de pedras e areia para construção, esgoto, que é muito lembrado pela poluição, mas que em determinados trechos é limpo e ainda tem uso recreativo.
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Roteiro

Alexandre Hilsdorf

Água do meu Tietê,
Onde me queres levar?
– Rio que entras pela terra
E que me afastas do mar…
É noite. E tudo é noite. Debaixo do arco admirável
Da Ponte das Bandeiras o rio
Murmura num banzeiro de água pesada e oleosa.
É noite e tudo é noite. Uma ronda de sombras,
Soturnas sombras, enchem de noite de tão vasta

Da Ponte das Bandeiras, morta, dissoluta, fraca,
Uma lágrima apenas, uma lágrima,
Eu sigo alga escusa nas águas do meu Tietê.

[Vinheta Veredas do Tietê] 

Maíra Torres: Oi pessoal! Eu sou a Maíra Torres e estou aqui com meus colegas do curso de especialização de jornalismo científico da Unicamp, em Campinas, no interior de São Paulo. Comigo está a Fernanda Pardini.

Fernanda Pardini: Oi, pessoal!

Maíra: E o Alexandre Hilsdorf, dono da voz que você ouviu recitar a poesia “A Meditação sobre o Tietê”.

Alexandre: E aí, pessoal, tudo bom?

Maíra: Essa é uma série de podcasts de seis episódios em que vamos discutir a importância do rio Tietê, suas origens e como a relação das pessoas com o rio e modo como o usam mudou ao longo dos anos, principalmente em seu trecho mais urbano.

Bom, começamos aqui com uma poesia do Mario de Andrade, feita em 1945, pouco antes dele morrer. Na época ele aproveitou para discutir outros temas da modernidade que o incomodavam, e o rio, já super poluído, para ele, era um reflexo das consequências negativas dessas mudanças sociais, da forma como as pessoas passaram a usar o rio em si.

A Fernanda, aqui do grupo, já trabalhou numa ONG que tinha um projeto de educação ambiental que navegava no Tietê na cidade de São Paulo lá em meados de 2007. Apesar de já fazer um tempinho, né, Fernanda, é uma experiência que você não esquece, né? 

Fernanda: Hahaha Pois é. 

Maíra: Qual a impressão que você teve sobre a percepção das pessoas em relação ao Tietê, durante o projeto?

Fernanda: Então, Maíra, para quem mora na Cidade de São Paulo, em geral, as pessoas nem acham que dá para navegar no rio Tietê. As pessoas acham, tem gente que tem a experiência de ter navegado no interior, ir lá em Barra Bonita, passar pela eclusa. Mas, em São Paulo, a imagem do tietê é que ele é um esgoto. Mas, quando a gente embarcava o pessoal, lá na ponte do Limão ou no cebolão, quando eles chegavam dentro do rio, na verdade, eles achavam que era menos fedido do que fora, sabe?

Maíra: Ai, que bom.

Fernanda: E, assim, eles achavam que era mais interessante do que o que eles esperavam. Sabe? Porque dava para ver, às vezes, até uma capivara, uma coisa diferente.

Alexandre: Sabe, Fernanda. Na verdade, parece que o rio Tietê são muitos rios em um só. Ele nasce limpinho, no meio de uma floresta, parece um corguinho, lá perto de Salesópolis, que é uma cidade que fica ali na divisa  com Caraguatatuba, com São Sebastião e Paraibuna. Mas, o interessante é que a maioria dos rios normalmente, quando nasce, vai para o mar. Esse é o curso da maioria dos rios. O Tietê, não, O Tietê, ao invés de ir para o mar, ele vai para o interior de São Paulo. 

Nesse caminho, conforme ele vai ficando mais volumoso, ele vai passando por áreas bem urbanizadas e industrializadas, que é o caso da Região Metropolitana de São Paulo, e inclui cidades como Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Guarulhos e a própria São Paulo. 

Esse trecho, todo esse trecho, a gente conhece como alto Tietê, e é onde nós vamos concentrar nossa discussão dentro desse podcast. 

Mas, para entender a importância do Rio, a gente precisa falar um pouquinho dos outros trechos também. Depois do Alto Tietê, o rio vai seguindo, daí ele passa o médio Tietê, até o  baixo Tietê, que é lá no rio Paraná, na divisa de São Paulo com o Mato Grosso do Sul. Ele deságua no rio Paraná. E, nesse caminho, o rio apresenta diversas cachoeiras e muitas barragens. Na verdade, o rio é bem interrompido por barragens para a geração de energia hidrelétrica. 

Maíra: E essa característica que você estava comentando do Tietê, de correr da Serra do Mar para o interior, foi o que deu para ele uma importância histórica. 

O rio Tietê, aliás, pra fazer um adendo, ele era antes conhecido como Anhembi ou rio das anhumas, uma ave típica da região, foi ganhar destaque com os Bandeirantes, que perceberam o potencial que o Tietê tinha. Mas o nome tietê, em si, também já era utilizado pelo povo indígena da região, justamente porque ti em tupi é rio e ete é grande, fundo, volumoso que corre para baixo. 

Além desse papel na colonização do estado, o rio Tietê também foi importante para a cidade de São Paulo em um passado não tão longínquo assim, né Fernanda?

Fernanda: Verdade, Maíra. No fim do século 19, começo do século 20, o Tietê era muito importante para a cidade, e principalmente seus moradores. Quem conversou comigo sobre isso foi o Janes Jorge, ele é professor do departamento de história da escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo. Então, agora, vamos ouvir um pouco da nossa entrevista.

Janes Jorge: Porque o Rio Tietê foi importante para São Paulo ao longo da sua história e em especial no século 20. 

Em primeiro lugar, ele era um recurso natural, né? A cidade estava tendo aí um crescimento demográfico grande, a mancha urbana se espalhava pela bacia do alto Tietê, e a cidade começava a ensaiar a industrialização, que irá se acelerar aí nos anos 30.

Portanto a cidade precisava de areia e pedregulho, que eram extraídos do leito do rio ou em suas várzeas para a construção civil. Precisava de telhas e tijolos que existiam nas Olarias, que também se localizavam em grande número ao longo do Rio Tietê.

A cidade precisava de produtos agropastoris, muitos deles cultivados em chácaras que existiam ao longo do Rio Tietê.

A cidade precisava de água para o abastecimento, e o Tietê chegou a ser utilizado ainda que tardiamente no próprio abastecimento de água. A cidade também precisava de energia elétrica, e o Rio Tietê ajudou a produzir energia elétrica. 

O rio Tietê serviu como via de navegação, e a navegação foi muito importante na São Paulo da primeira metade do século 20, muito importante. Foi tão importante que o próprio projeto de retificação do rio Tietê previu a navegação nele. A navegação, enquanto uma opção viável de transporte na metrópole, foi abandonada a partir , daí, de meados do século. Ela era vista como algo importante, fundamental. Então havia também a navegação, e havia o uso recreativo do rio Tietê.

Ao longo do rio Tietê você tinha clubes, você tinha campos de várzea e competições de remo e de nado. 

E por fim, para a população trabalhadora pobre, que era a grande maioria da população de São Paulo, os moradores de São Paulo, que vivia aí o projeto muito, muito tumultuado, tenso, o rio Tietê era um local aonde você podia conseguir extrair da natureza aquilo que você não podia comprar. E isso ajudava os moradores de São Paulo a atravessarem, aí uma realidade social e econômica muito difícil. 

Além disso, os rios de São Paulo, e o próprio rio Tietê, ele serviu como repositório do esgoto da cidade, né? Esgoto industrial, mais o esgoto doméstico. Esse papel, ele ainda tem até hoje, né?

Fernanda: No seu livro você fala que o Tietê é o rio que a cidade perdeu. Por que que a cidade perdeu o rio Tietê? O que aconteceu?

Janes Jorge: Aqui, eu estou usando a palavra cidade, no sentido de pensar os moradores da cidade. Então, evidentemente o rio Tietê, hoje é muito importante. Como eu falei agora pouco, ele afasta o esgoto de São Paulo, que é muito importante. As margens do Tietê são utilizadas pelas vias marginais, no transporte. Então, ele é um rio importante para a cidade, né? 

Mas quando a gente pensa nessa cidade não do ponto de vista dos processos produtivos e da acumulação de capital, quando a gente pensa na cidade do ponto de vista do morador, aí o Rio Tietê, ele ficou apartado da cidade. A poluição excessiva do rio Tietê fez com que aquelas atividades que ocorriam de maneira cotidiana no Rio. O nado, as competições de remo, a pesca. A própria navegação, né? Fossem muito muito prejudicadas, até que se inviabilizassem. Isso foi ocorrendo paulatinamente a partir do século 20.

Então, você tem ali na confluência do Tietê com o Tamanduateí. Como o Tamanduateí recolhia o esgoto industrial e residencial em uma zona populosa importante, né. Ele, ali no encontro do Tietê com o Tamanduateí, já era chamado de cagão, tamanha sujeira que era jogada. 

Então, os esportistas usavam o rio antes da confluência com Tamanduateí, mas esse essa poluição das águas, ela vai se estendendo por todo o leito do alto Tietê, praticamente, a medida em que a industrialização avança, à medida que a população cresce, e a medida que São Paulo não consegue instalar uma rede de coleta e tratamento de esgoto universal, né? 

Mas, à medida que São Paulo se transformou em uma das maiores metrópoles do mundo, né? Passou aí de dezenas de milhares, para casa de milhões de pessoas. Então, a degradação do rio Tietê foi muito intensa. 

Então, por que a cidade perdeu o rio? Se a gente pensar, eu moro aqui num bairro que se chama Vila Anastácio, ele fica na beira do rio Tietê na altura da ponte da Anhanguera. Perto da Lapa, Zona Oeste. Eu moro, por volta de 100 metros do rio Tietê. A rua que eu moro termina na Marginal Tietê. Eu não conseguiria, por exemplo, caminhar até a beira do rio Tietê para fazer essa atividade que nós estamos fazendo, se eu quisesse fazer uma live ali na beira do rio de Tietê. Eu estou tão próximo do rio, mas não tenho acesso a ele, né? Você tem ali, nove pistas de automóveis me separando da beirada do Rio. Mesmo que a água fosse limpíssima, eu não teria nem como chegar na beira do rio, né? 

Então você veja como se apartou. Evidentemente as marginais, que são vias importantes do transportes, são importantes. Transportes, caminhões, ônibus, os carros, as pessoas vão trabalhar com ela, as mercadorias circulam. Isso tudo é verdadeiro, né? Mas veja, isso tudo provocou uma mudança enorme no cotidiano, né? Então, o morador da Vila Anastácio a 80 anos atrás, ele caminhava e estava na beira do rio Tietê. 

E se aproximar do rio era algo positivo. As pessoas gostavam de se aproximar do rio. O rio era uma referência positiva, né? Evidentemente tinha um momento de tensão. Quando ocorriam enchentes, mas a referência ao rio era uma referência positiva, né? Algumas pessoas quando estavam com a mente muito cansada ou muito confusa, atribulada, às vezes ela se dirigiam à beira do rio, a beira de uma ponte do rio Tietê e ficavam ali observando as águas, como que dessa forma se acalmando, organizando os pensamentos, né?

Claro que, como a cidade de São Paulo mudou, se transformou numa Metrópole, o rio Tietê também ia ter que mudar. O Tietê, e Tamanduateí, todos os córregos, né? A mudança era inexorável, né? Mas essa, esse esquecimento que se fez, do Tietê, do ponto de vista do morador. Isso aí poderia ter sido amenizado,né? 

Fernanda: Janes, falando nisso, então, conta um pouquinho para gente de como foi esse processo de retificação, né? Acho que nem todo mundo entende, o que que é a retificação. 

Janes Jorge: Bom, o rio, aqui na cidade de São Paulo, né? Nós estamos no planalto, então os rios correm muito lentamente formando os meados e coroas, né? que são essas, uma série de curvas, à medida em que eles avançam aí para o interior paulista. Então, como o rio corre lentamente, ele vai formando curvas meandros. E, evidentemente, a medida da cidade começou a crescer. A ideia de se retificar os rios vai ganhando força. Por que? Porque, com a retificação você ganhava terrenos nas margens, com a retificação acreditava-se que você poderia diminuir as enchentes e também melhorar a própria navegação, né? Então houve vários processos de retificação. Vários, né? 

Um, bem famoso, do Saturnino de Brito, exatamente em volta de 100 anos atrás, né de 26, um projeto muito importante porque o Saturnino de Brito era um grande especialista em um assunto das águas, do saneamento, né? No Brasil todo ele era reconhecido e ele fez ali um projeto de retificação que tentou preservar o uso múltiplo das águas do Tietê. Então, ele fez o projeto tentando adaptar o Tietê à metrópole nascente, e o princípio foi, ele tentou garantir que os usos sociais que o Tietê fornecia continuasse a existir no rio Tietê retificado, né? Ele previu o uso do Tietê para o abastecimento de água. 

Ele imaginou dois grandes lagos na altura da ponte das bandeiras atual, da ponte grande, seriam usados, ai, para a realização de esportes, né? E, na medida do possível, também, ele pensou até em áreas verdes, e o combate das enchentes.  

Mas, como eu falei, esses projetos de retificação, eles eram, apareciam como uma necessidade, num momento em que a cidade estava crescendo e precisaria pensar uma forma de lidar com seus rios no âmbito de uma grande metrópole que estava já nascendo, né?

O projeto começa a ser implementado nos anos 30, mas os anos 30 foi uma época muito conturbada também, né? E o processo de retificação foi lento, né? Porque era uma obra gigantesca, né? E, ao longo desse processo, o Tietê foi digamos assim. O processo de retificação acabou priorizando aqueles uso sociais que eram imprescindíveis para a industrialização e para acumulação de capital, né? Então, as águas do Tietê começaram a receber cada vez mais e mais poluição, né, o esgoto especialmente. 

Então, quando foi feita a retificação, a prioridade foi dada para quê? Para o transporte com as marginais, que praticamente, então se excluiu das margens qualquer área de lazer recreativa e as águas do Tietê, sem tratamento de esgoto, foram utilizadas prioritariamente para você afastar o esgoto e para produzir energia elétrica, né? Porque as águas do Tietê, do Tamanduateí, do Pinheiros e de toda a bacia hidrográfica do Alto Tietê, ela produzia energia elétrica. São Paulo se industrializou com base na energia elétrica, na hidrelétrica de Cubatão. Para produzir energia elétrica, não é preciso água limpa, então, a água do Tietê, mesmo poluída como a do Tamanduateí, depois do Pinheiros, elas produziam energia elétrica.

Então você veja, que o rio foi muito importante, ele vai ser usado assim exaustivamente, né? Exaustivamente. Somente que o uso que se deu ao rio foi esse, o uso que era imprescindível aos processos produtivos e a acumulação do capital, no âmbito aí do morador, o processo de degradação e de afastamento do morador da beira do rio foi se processando, né, ao longo de décadas e chegou na situação aí no final do século 20, que era terrível, né? 

Alexandre: Puxa, uma pena essa transformação da relação dos moradores da cidade com o rio, né? De toda a nossa conversa e das entrevistas que trouxemos, acho que fica somente uma pergunta: será possível reverter essa situação? Caramba, qual o futuro que a gente pode esperar pro Tietê?

Maíra: É, exatamente. Eu acho que eu me faço essa pergunta. Eu acho, não, eu tenho certeza. Eu me faço essa pergunta, e imagino que para quem ouve, também deva se perguntar a mesma coisa.   

E para saber mais sobre qual a situação atual do rio Tietê, você pode ouvir os próximos episódios. Nós vamos falar sobre os peixes que vivem no rio, os aspectos urbanísticos e ambientais, e seus usos e planos para o futuro.

E até a próxima, então. 

Fernanda: Tchau pessoal. Até a próxima. Vem ouvir os outros episódios, que estão bem legais. 

Alexandre: Forte abraço, tudo de bom. 

Maíra: Esse episódio do Oxigênio foi produzido e apresentado por mim, Maíra Torres, pela Fernanda Pardini e pelo Alexandre Hilsdorf. Eu fiz também a edição. Este episódio faz parte da série Cidades, uma atividade da disciplina Oficina de Multimeios, do curso de Especialização em Jornalismo Científico do Labjor. A coordenação do podcast é da professora Simone Pallone. Embora a gente fale de continuação do podcast, vamos precisar de alguns estímulos. Então, se você gostou e quiser ouvir mais histórias sobre o rio Tietê, escreva pra gente pelos canais do Oxigênio. 

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