#157 – Velhices digitais
dez 1, 2022

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O uso frequente da internet por pessoas acima de 60 anos passou de 44,8% em 2019 para 57,5% em 2021, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD Contínua, sobre Tecnologia de Informação e Comunicação, feita pelo IBGE. Em entrevista para a Mayra Trinca, Cíntia Liesenberg, conta um pouco sobre o que encontrou em sua pesquisa sobre a relação dos idosos com o mundo digital que aparece em matérias da revista Longeviver. 

ROTEIRO – VELHICES DIGITAIS

MAYRA TRINCA: A nossa relação com o meio digital anda tão íntima, que às vezes parece que a tela é uma extensão, um membro a mais que se conectou ao nosso corpo. Parece que mais um pouco, dá pra ouvir o aparelho falando com a gente.
Só que, ao contrário do que a gente pensa, não são só as gerações mais novas que estão passando por essa simbiose com o mundo digital. Os velhinhos, as velhinhas, os senhores e as senhoras também estão cada vez mais conectados. 

NARRAÇÃO de LENDRO MAGRINI: Justo eu, Astrogildo, laptop de Clotilde, aluna do curso Narrar é Longeviver, fico sem internet ao começar a primeira aula.
Sei que tenho trazido alegrias, mas também dificuldades para minha dona que tem 83 anos e parcos conhecimentos da tecnologia moderna. Durante décadas em que lecionou História, era muito chegada a alguns antigos companheiros, usando com maestria o mimeógrafo, o xerox e, finalmente, o maravilhoso FAX.
Agora que descobriu que gosta de escrever, vive implicando para eu ser mais eficiente, mas não sou infalível, Clotilde.
Sei que, hoje em dia, tenho um grande rival, o tal de WhatsApp. Rápido demais, cheio de mentiras e denúncias maldosas. Mas até que pode ser útil. Para avisos e convites, é bom. Mas tem coisas que só eu faço, como transcrever as narrativas da Clotilde, cheias de admiração e carinho, pelos fatos que gosta de contar. 

MAYRA: Você acabou de ouvir o trecho de uma coletânea publicada este ano pelo Portal do Envelhecimento e Longeviver. 

CÍNTIA LIESENBERG: Foi um livro feito na pandemia, chama “2020: o ano que o mundo se afetou”.

MAYRA: O livro é resultado de um curso de escrita ministrado pela jornalista e pesquisadora Cremilda Medina, e voltado para a população da terceira idade. 

CÍNTIA: Eu participei do curso, e aí é muito interessante, porque era um curso sobre narrativa a professora, né chegando aos seus 80 anos, então foi um curso riquíssimo, porque uma jornalista de trajetória belíssima, né?, que se apresenta, que se coloca conversando por meios digitais. E aí a maioria das pessoas que participaram do curso, e pessoas de diversas regiões do país, pessoas acima de 60 anos e depois todas construíram narrativas, todas usando mídias digitais, escrevendo em mídias digitais.

CÍNTIA: Meu nome é Cíntia Liesenberg, eu sou professora da PUC de Campinas, sou relações públicas e dou aula no centro de linguagem e comunicação

MAYRA: A Cíntia tá aqui hoje pra falar sobre um assunto que foi tema do doutorado dela e que agora tá sendo aprofundado num edital de pesquisa do Itaú, com o Portal do Envelhecimento. 

MAYRA: Eu sou a Mayra Trinca e nesse episódio você ouve sobre idosos, participação e apropriação de mídias digitais. 

MAYRA: Se você escutou nosso último episódio, “Morreu de velho não existe”, vai perceber que ele conversa muito com este aqui. Nele, falamos sobre a expressão “morrer de velho”, mostrando que ela não é verdadeira, e quais podem ser as consequências da propagação de ideias como essa na vida e na autoestima dos idosos. Se você ainda não ouviu, volta lá pra ouvir depois. 

MAYRA: A Cíntia começou a investigar esse assunto no doutorado, que ela defendeu em 2019. Foi uma pesquisa sobre  como os idosos eram representados nas matérias publicadas pelo Portal do Envelhecimento. 

CÍNTIA: Eu fiz uma pesquisa bem ampla, tinha vários recortes, né, eu estudei pessoas anônimas, celebridades, pessoas centenárias, e velhices LGBTI. E dentro desse recorte vários dos sujeitos que eu pesquisei, lidavam com as mídias e a população 60 mais e é isso me chamou bastante atenção 

MAYRA: Depois do doutorado, ela resolveu se aprofundar mais no tema, aproveitando materiais que já tinha coletado mas também indo em busca de novas fontes.

CÍNTIA: Eu estudei a revista “Longeviver”, que é do portal do envelhecimento, e uma revista do SESC, se chama “Mais 60”. Essas revistas são muito ricas, porque elas trazem relato de experiências, elas trazem atividades intergeracionais, elas contam esse processo que foi sair do analógico pro digital no momento da pandemia. E aí como uma série de atividades foram reapresentadas. É uma criatividade imensa do universo que envolve as pessoas que estão lá trabalhando com os idosos e também as ideias dos idosos para aprimorar e aperfeiçoar esse aspecto. 

MAYRA: Nesse segundo recorte, a Cíntia percebeu que surgiram mais materiais com uma abordagem diferente, que acabou definindo a pergunta central da pesquisa atual: 

CÍNTIA: Como essa como a mídia divulga é esse processo de apropriação digital por idosos e iniciativas de inclusão então o que que acontece nos dados agora eu retomei, né? Olhei esses dados anteriores então as pesquisas que aparecem novamente e aí fui levantar mais material, né, com esse material atual que eu levantei agora em 2022 aparecem novas entradas nesse eixo de apropriação digital, né? Pensando como as pessoas tomam essas mídias pra si é e utilizam isso no dia a dia.

MAYRA: Ela contou que essas matérias que ela investigou eram super aprofundadas e buscavam contar a história de vida das pessoas. Muitas delas contavam sobre como diferentes perfis de idosos usam as mídias sociais como parte de um processo de superação de uma situação difícil. 

CÍNTIA: Eu lembro de uma senhora que usava o paint para fazer pinturas, porque o marido estava doente, ela tinha que acompanhá-lo e e ele tinha alergia a tintas. Então, ela usou as mídias digitais para re-significar a forma como ela lidava com a arte e expôs isso na internet. 

MAYRA: Apesar de histórias como essa serem emocionantes e exemplos muito legais de uso dessas mídias, o recorte das reportagens quase sempre passa pra gente uma sensação de que as pessoas idosas só usam essas ferramentas pra tentar desacelerar o envelhecimento. 

MAYRA: Ou seja, o uso das mídias sociais e dos aplicativos para acessá-las, que é tratado como rotineiro para pessoas de outras idades, principalmente em relação aos jovens, nas reportagens analisadas aparecem como um grande desafio para as pessoas de mais idade.

CÍNTIA: No discurso, é, jornalístico, mesmo falando em matérias em nome do envelhecimento ativo, se reproduz um estereótipo de uma velhice, associada ao declínio físico, mental. A gente vê ainda um olhar que é depreciativo da velhice, que minora a participação social dos idosos e a relevância social dessa população na sociedade.

MAYRA: Essa visão depreciativa é especialmente preocupante quando a gente considera que a população está envelhecendo, e que teremos uma população de idosos cada vez maior e mais ativa na sociedade. E hoje não dá mais pra falar em participação social sem pensar na participação das pessoas mais velhas nas mídias digitais e no uso geral dessas mídias e de tecnologia de informação. 

CÍNTIA: De 2019 para cá, a população idosa foi a que mais cresceu em uso de internet. 

MAYRA: O uso frequente da internet por pessoas acima de 60 anos passou de 44,8% em 2019 para 57,5% em 2021, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD Contínua, sobre Tecnologia de Informação e Comunicação, feita pelo IBGE. Esse aumento de quase 12% em apenas dois anos, está muito relacionado a um processo que a Cíntia chamou de envelhecimento ativo. Esse cenário é representado pelo número cada vez maior de pessoas que continuam autônomas e independentes na velhice. Elas moram sozinhas, cuidam da casa, mantêm atividades de lazer e usam as mídias e as redes sociais para compartilhar tudo isso. 

MAYRA: A Cíntia me contou, por exemplo, histórias de mulheres que saíram viajando pelo mundo depois de idosas. 

CÍNTIA: Eu chamei de Velhices Viajantes, porque foi mais de uma matéria de uma figura que apareceu ali. Ela aparece de uma forma bastante interessante, né? Porque as pessoas começam a fazer os seus relatos de vida e mostram uma velhice mais ampla no sentido de você poder viajar. E são pessoas que viajam sozinhas, né? Uma delas, era uma pessoa religiosa. Que fez uma viagem pelo mundo e ela aproveitava, os contatos que ela tinha da igreja fora do país. Ela ia visitando e visitou o mundo e escreveu. Acho que escreveu mais de um livro relacionado a essas viagens, esses relatos.

MAYRA: A gente costuma pensar o envelhecer como um processo muito individual, o que de fato é, já que envolve não só o processo biológico de envelhecer, mas também as mudanças na dinâmica familiar e no círculo social. Como as dificuldades da velhice ainda são pouco discutidas, muita gente pode ter vergonha de expressar o que sente durante esse processo. Só que fazendo isso, muitas vezes a gente esquece de olhar como as mudanças dessa fase da vida impactam a sociedade como um todo.

CÍNTIA: A gente tem uma questão ligada à previdência, né? Que cada vez mais as pessoas se aposentam mais tarde, mas a partir de uma faixa etária, elas são vistas como se não fossem habilitadas pro trabalho. E aí a questão digital entra como mais um elemento que agrega né, esse preconceito, esse estereótipo e essa exclusão também do mundo laboral.

MAYRA: As pessoas estão parando de trabalhar mais tarde, seja por necessidade, porque o valor da aposentadoria não dá conta, seja porque elas continuam com vontade de manter essa parte da vida ativa. Ao mesmo tempo, o mundo do trabalho tem se tornado cada vez mais digital. 

MAYRA: As vagas são disponibilizadas online, o processo seletivo é online e é muito comum exigirem um nível de conhecimento no mínimo básico em ferramentas digitais. Ou seja, quem não tem domínio mínimo ou não tem acesso às redes, tem muito mais dificuldade de se inserir no mercado de trabalho hoje.

MAYRA: É verdade que existem diversas iniciativas que buscam ensinar o domínio básico dessas ferramentas para pessoas mais velhas, que não acompanharam o desenvolvimento tecnológico ao longo do percurso. Além disso, é preciso pensar em como melhorar a interação dos idosos com essas mídias. A Cíntia destaca que é importante investir nisso.

CÍNTIA: Uma vez que a vida social tá cada vez mais midiatizada e nesse sentido, né, ter investimento pra acessibilidade, formas de usabilidade, quer dizer você tornar mais fáceis, né as funções. 

MAYRA: Bom, isso parece até que simples, já existem diversas funções, que podem e devem ser melhoradas, que auxiliam na acessibilidade. Tem a audiodescrição, a opção de aumentar o tamanho da fonte e das imagens, mexer nas cores e mais. Só que a pesquisadora identifica que isso não é suficiente. 

CÍNTIA: Falta algo que vá além da utilização de ferramentas. Isso aparece às vezes nas matérias, mas é um número muito restrito. Então falta a gente pensar, né, iniciativas que tenham relação com uma educação além do letramento, né, que é a interpretação dos dados, mas uma educação crítica, né, para leitura crítica dos meios. 

MAYRA: Esse processo de educação midiática, que foca em entender como as mídias e as redes funcionam, o que existe por trás dos feeds e não só qual botão clica pra fazer o que, é super importante até para a proteção dessas pessoas. A gente sabe que a internet é um ambiente muito favorável pra golpes. Quem aí nunca recebeu aquela mensagem de “oi, troquei de número, preciso de um favor” seguido de uma chave pix? 

CÍNTIA: A gente tem essa essa questão também. Quer dizer, o medo desse ambiente da internet que é um ambiente novo e que também oferece riscos, né, em termos financeiros e em termos também de golpes afetivos. 

MAYRA: Ou seja, é preciso olhar para o uso das mídias de uma forma mais integrada, pensando não só no uso básico, mas nos cuidados que são necessários ao entrar nesses ambientes. Até porque as mídias estão, a cada dia mais, moldando o desenvolvimento das sociedades. É só pensar no destaque que elas vêm recebendo nas últimas eleições. E olhando esse processo, é necessário pensar em como tornar o ambiente digital mais acessível pra toda a população, incluindo os idosos. 

CÍNTIA: É você ter acesso às mídias digitais, é você ter condição de cidadania, de democracia, né você poder participar desses espaços, se colocar, colocar sua voz, ouvir, ter informação e conseguir interpretar essa informação de uma maneira adequada faz parte do nosso cotidiano.

MAYRA: Como a gente já disse aqui, a velhice no Brasil é muito heterogênea. Ou seja, cada pessoa experimenta esse processo de um jeito muito particular. Mesmo tendo uma velhice cada vez mais ativa, ela não é a única forma de experienciar essa fase. 

CÍNTIA: A gente tem idosos que estão ali participando, que tão no mercado de trabalho. Tem idosos em outras condições. A gente tem né, pessoas mais vulneráveis, às vezes mais dependentes. Por outro lado, as pessoas estão usando independente das suas condições, as mídias de forma muito, muito ampla mesmo, né? E isso é importante. A gente tem caso, por exemplo. de pessoas que participam nas redes o seu processo de finitude. Então eu tenho uma matéria de uma pessoa que deixou de aderir ou continuar um tratamento de câncer que seria invasivo porque escolheu ter um processo de finitude. E ela apresenta isso. 

MAYRA: No último episódio, falamos sobre os problemas envolvidos em associar constantemente a velhice à morte. Mas não podemos negar que esse é um processo importante, em todas as faixas etárias, mas especialmente entre as pessoas mais idosas.
A Cíntia contou de algumas pessoas que decidiram compartilhar as experiências de finitude nas redes, como uma forma tanto de encontrar companhia nesse momento quanto de ajudar outras pessoas que estão passando por processos semelhantes. 

CÍNTIA: Tem algumas específicas, mas o João Nery para mim foi a pessoa mais forte

MAYRA: O João Nery, um homem trans, já era famoso nas redes antes de adoecer, e aproveitou a visibilidade que já tinha nesse espaço para compartilhar também esse processo. 

CÍNTIA: Ele fala sobre a sua doença, ele participa às pessoas dessa doença porque ele já tem uma série de seguidores porque é uma pessoa que se torna pública. Ele monta uma plataforma hã de empregos para pessoas trans e então assim ele se apropria desse espaço para dar visibilidade pra essa causa e a sua história. 

MAYRA: O João morreu aos oitenta e oito anos, em decorrência de um câncer no cérebro. 

CÍNTIA: Mas é uma história muito forte, porque assim é uma história de pessoas, né? Ele representando outras velhices, porque isso é recorrente nas narrativas, pessoas que passam a vida buscando uma afirmação, né? 

MAYRA: Na nossa conversa, falamos sobre como a presença dessas personalidades é importante no processo de apropriação das mídias. Parte do que nos faz participar de redes sociais é porque elas nos conectam com pessoas com as quais nos identificamos ou admiramos de alguma maneira. 

MAYRA: Esse episódio foi roteirizado por mim, Mayra Trinca. A revisão é da Cristiane Paião e da Simone Pallone. Os trabalhos técnicos são do Rafael Pereira e do Octávio Augusto, da rádio Unicamp. A trilha sonora usa áudios de Blue Dots Sessions, Freesound e Youtube Library. 

MAYRA: Você encontra o Oxigênio no instagram e no twitter pela @oxigeniopodcast. Procura a gente por lá pra deixar seu comentário sobre esse episódio. 

MAYRA: Obrigada por ouvir e até a próxima. 

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